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sábado, 29 de janeiro de 2011

Te dou meus sonhos...

sonhos são projeções do presente para doces futuros, são lugares nas histórias e músicas favoritas onde imaginamos estar. Te dou os meus sonhos para juntar com os seus. tenho coleções de lindos sonhos, diferentes cores para pôr-do-sol, mapas para se perder em países distantes, perfeitas tempestades para fazer voar monotonias e uma caixa cheia de brisa para quando estiver muito calor. Dos seus sonhos eu não sei muita coisa, mas da minha parte é isso que posso oferecer. Pedacinhos de caos que surgem e voam da minha mente enquanto estou dormindo, enquanto estou ocioso ou preso em caóticos trânsitos urbanos mas pensando  em lugares onde nossa nuvem polvilhada em canela e açúcar deseja estar.

ilustração: marina faria

domingo, 23 de janeiro de 2011

Livre

no vocabulário naval, terral é o vento que vem do continente e leva ao mar, é a corrente dos corações livres. Apesar da relação de pertencimento e da entrega voluntária, amar é deixar livre para navegar, esse é o paradoxo, no discurso amoroso, livre é o navio que atraca em reconfortantes portos sem precisar baixar as âncoras. Tenho coração de pirata; aproveito o vento terral, miro sextantes, navego para além-mar. com as cicatrizes de batalhas passadas e antigos amores. Com o coração livre, deseje-me sorte.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Músicas


no discurso amoroso, é como aquele jazz:

não segue as notas. é feito de encontros ao acaso. de espontaneidades dissonantes. de apertos de mãos. todo assim, meio desejeitadinho e corrido. as claves e semínimas anotadas em guardanapos parecem cair da mesa. mas com o tempo e algumas afinidades, não é preciso mais ler partituras. porque a gente não consegue esquecer. aí, as notas dançam entrando no compasso e o mundo parece um lugar mais confortável para se estar.