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quinta-feira, 3 de março de 2011

“Sigo a vida conforme o roteiro, sou quase normal por fora, pra ninguém desconfiar.
Mas por dentro eu deliro e questiono. Não quero uma vida pequena, um amor pequeno,
um alegria que caiba dentro da bolsa. Eu quero mais que isso. Quero o que não vejo.
Quero o que não entendo. Quero muito e quero sem fim. Não cresci pra viver mais ou menos, nasci com dois pares de asas, vou aonde eu me levar. Por isso, não me venha com superfícies, nada raso me satisfaz. Eu quero é o mergulho. Entrar de roupa e tudo no infinito que é a vida. E rezar – se ainda acreditar – pra sair ainda bem melhor do outro lado de lá.”

Fernanda Mello

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ser criança

"Eu sou criança. E vou crescer assim.
Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira,
inventar mundos, inventar amores.
Acho graça onde não há sentido.
Acho lindo o que não é.
O simples me faz rir, o complicado me aborrece...
O que importa é o que faz os meus olhos brilharem,
o coração bater forte, o sorriso saltar da cara...
E eu amo. Amo igual criança.
Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O.
Amo e invento. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas.
Sem censura. Sem pudor.
Quer me entender? Não precisa.
Quer me amar? Me dê um chocolate, um bilhete,
um brinde que você ganhou e não gostou,
uma mentira bonita pra me fazer sonhar.
Não importa. Criança não liga pra preço, não liga pra laço de fita e cartão de relevo. Criança gosta de beijo, abraço e surpresa!

                    
               Fernanda Mello